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Ezequiel
refere-se, em primeiro lugar, ao oráculo sobre a ruína do reino de Judá
e ao fim da casa de Davi que se segue ao exílio e à morte na Babilônia
do rei Sedecias (Ez 17,11-21; cf 2Re 25,1-30; Jer 39,1-10). Depois, no
trecho que forma a primeira leitura de hoje, relata a profecia sobre o
Messias e o seu reino. Do tronco da casa de Davi (cedro) fará surgir um
descendente (um galho), ou seja, o Messias. Irá colocá-lo como chefe do
reino messiânico ("plantá-lo-á sobre o alto monte de Israel"). Este se
tornará "um cedro majestoso", sobre o qual habitarão todas as aves
(todos os homens chamados ao reino). A nova planta deixará pasmas todas
as árvores da floresta (os povos; seus impérios serão um nada comparados
ao reino de Cristo.
O salmo responsorial (Sl 91) fala do justo que floresce como a palmeira. No contexto litúrgico, a afirmação se refere, antes de tudo, à árvore nova (messiânica, isto é, Cristo), crescido na casa do Senhor, vale dizer, vindo da casa de Davi. Mas o salmo pode-se aplicar, do mesmo modo, ao "justo coletivo", à Igreja, e também a qualquer dos santos. Este justo é plantado na casa de Cristo, ou seja, no seu reino.
A nova realidade messiânica, nascendo do nada, alcança proporções colossais porque é toda obra divina. O Evangelho, com as parábolas da semente, sublinha estas duas verdades em relação ao Reino de Deus. Na liturgia de hoje, a mesma ideia reaparece de outra forma e põe em evidência outros aspectos do Reino de Deus.
A semente que cresce pela própria força vital e que se torna árvore é a palavra (Aclamação ao Evangelho). O novo semeador é Cristo. De fato, é Ele o Fundador do Reino. Quem acolhe a palavra conquista para si as características da eternidade própria da palavra. A semente então pode indicar a palavra e o Reino de Deus. No fundo, é a Palavra que dá origem ao Reino e, em certo sentido, se identifica com ele.
Efetivamente, as parábolas da semente têm uma clara referência ao Reino de Deus (Mc 4,1-9.26-29.30-32; cf Mt 13,24-30).
O Reino de Deus vive e prospera na Igreja e a Igreja florece também Ela da palavra criadora de Cristo. A Igreja teve origem na palavra de obediência do Messias ao Pai que lhe pedia o sacrifício cruento. Formou-se mediante a palavra de revelação e ensinamento de Cristo aos discípulos. Nasce da palavra com a qual o Redentor institui o batismo, a Eucaristia e os outros sacramentos. Foi plasmada da palavra de Cristo que conferia aos apóstolos a sua mesma missão. Podemos dizer ainda que a Igreja ganha força da palavra-oração que Jesus elevava incessantemente ao Pai.
A Palavra de Cristo foi aquela que indicou os termos da Nova Aliança no Cenáculo, naquele que foi o verdadeiro nascimento da Igreja. Mas esta palavra foi confirmada pela sangue físico e visível sobre a cruz, e sacramental na Última Ceia.
Agora a Igreja, nascida da Palavra e dos Sacramentos, vive também Ela da Palavra e dos Sacramentos. Um momento muito importante desta vida é o da liturgia da Palvra e do Sacramento Eucarístico na Missa.
São Paulo, na segunda leitura, exprime o verdadeiro significado da morte cristã, a vendo como um retorno completo e definitivo a Deus depois da peregrinação terrestre.
O salmo responsorial (Sl 91) fala do justo que floresce como a palmeira. No contexto litúrgico, a afirmação se refere, antes de tudo, à árvore nova (messiânica, isto é, Cristo), crescido na casa do Senhor, vale dizer, vindo da casa de Davi. Mas o salmo pode-se aplicar, do mesmo modo, ao "justo coletivo", à Igreja, e também a qualquer dos santos. Este justo é plantado na casa de Cristo, ou seja, no seu reino.
A nova realidade messiânica, nascendo do nada, alcança proporções colossais porque é toda obra divina. O Evangelho, com as parábolas da semente, sublinha estas duas verdades em relação ao Reino de Deus. Na liturgia de hoje, a mesma ideia reaparece de outra forma e põe em evidência outros aspectos do Reino de Deus.
A semente que cresce pela própria força vital e que se torna árvore é a palavra (Aclamação ao Evangelho). O novo semeador é Cristo. De fato, é Ele o Fundador do Reino. Quem acolhe a palavra conquista para si as características da eternidade própria da palavra. A semente então pode indicar a palavra e o Reino de Deus. No fundo, é a Palavra que dá origem ao Reino e, em certo sentido, se identifica com ele.
Efetivamente, as parábolas da semente têm uma clara referência ao Reino de Deus (Mc 4,1-9.26-29.30-32; cf Mt 13,24-30).
O Reino de Deus vive e prospera na Igreja e a Igreja florece também Ela da palavra criadora de Cristo. A Igreja teve origem na palavra de obediência do Messias ao Pai que lhe pedia o sacrifício cruento. Formou-se mediante a palavra de revelação e ensinamento de Cristo aos discípulos. Nasce da palavra com a qual o Redentor institui o batismo, a Eucaristia e os outros sacramentos. Foi plasmada da palavra de Cristo que conferia aos apóstolos a sua mesma missão. Podemos dizer ainda que a Igreja ganha força da palavra-oração que Jesus elevava incessantemente ao Pai.
A Palavra de Cristo foi aquela que indicou os termos da Nova Aliança no Cenáculo, naquele que foi o verdadeiro nascimento da Igreja. Mas esta palavra foi confirmada pela sangue físico e visível sobre a cruz, e sacramental na Última Ceia.
Agora a Igreja, nascida da Palavra e dos Sacramentos, vive também Ela da Palavra e dos Sacramentos. Um momento muito importante desta vida é o da liturgia da Palvra e do Sacramento Eucarístico na Missa.
São Paulo, na segunda leitura, exprime o verdadeiro significado da morte cristã, a vendo como um retorno completo e definitivo a Deus depois da peregrinação terrestre.
(Por
Padre Vincenzo Raffa, FDP (Não é o que você está pensando, significa
Filhos da Divina Providência). Liturgia Festiva por l'omelia e la
meditazione Anni A, B, C, 1983, p. 701-2, tradução minha)
Publicado originalmente em 14.06.2015.

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